segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Teatro de Auto

O que é?

Auto é uma designação genérica para textos poéticos normalmente em redondilhas. O termo é específico do espanhol e do português, referindo-se de início a toda obra teatral, especialmente às de caráter religioso. Do século XV em diante a palavra se limita às peças em versos (normalmente em redondilhas), em um ato (auto), e de caráter predominantemente religiosos, embora existam obras de temática profana e satírica (as farsas), sempre com preocupações moralizantes. Os personagens encarnam abstrações ou ideias puras (e até atributos divinos), para serem representadas em solenidades cristãs. Com o surgimento de grandes autores, o “auto” transcendeu essa finalidade, tornando-se gênero autônomo e de alto significado literário.

Características do Teatro Auto:

- temas: que podem ser religiosos ou profanos, sérios ou cômicos
- sentido moralizador.
- era escrito em redondilhos (versos de sete sílabas) 
- visava satirizar pessoas
- não possui uma estrutura definida
- divide-se o auto em cenas da maneira clássica, a cada vez que uma nova personagem entra em cena.

- personagens encarnam abstrações ou ideias puras (e até atributos divinos), para serem representadas em solenidades cristãs.

Mais Antigo:

O mais antigo auto, conhecido, é o de "los Reyes Magos", talvez escrito no século XIII. Juan Del Encina e Torres de Naharro são considerados, no final do século XV, os criadores do teatro (auto) espanhol. Um dos autos mais famosos é o "Monólogo do Vaqueiro ou Auto da Visitação", de Gil Vicente.

No Brasil:

O auto, no Brasil, foi cultivado pelo Padre José de Anchieta, em seu trabalho de catequese.Modernamente, especialmente no nordeste, encontramos textos notáveis que revelam certa influência medieval. É o caso do Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. O poeta Joaquim Cardozo escreveu um belo auto de Natal, De Uma Noite de Festa. Em ambos é conservado o espírito religioso tradicional, mas os personagens são popularizados e a tradição folclórica é aproveitada. Poderíamos também citar o Auto de Natal Pernambucano (mais conhecido como Morte e Vida Severina) eAuto do Frade, ambos de João Cabral de Melo Neto. No campo da música popular, o Auto da Catingueira, de Elomar Figueira Melo.












Fontes:

http://recantodasletras.com.br/teorialiteraria/2058887
http://www.desvendandoteatro.com/gneros.htm#275011171
http://www.infoescola.com/teatro/o-auto-da-compadecida/

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Profissões no Campo do Teatro

Campo do teatro:  profissões/funções 


Essas profissões estão divididas em quatro eixos e que também podem se utilizar das

tecnologias digitais para a sua produção:

► Profissões com funções técnicas;
► Profissões com funções artísticas;
► Profissões com funções de comunicação e imagem;
► Profissões com funções administrativas.
PROFISSÕES COM FUNÇÕES TÉCNICAS

Aderecistas (equipe de): Executam os adereços que foram pedidos pelo encenador ou cenógrafo e desenhados ou projetado pelo aderecista (criativo).

Assistente de direção de cena: Reporta ao diretor de cena responsável por um determinado espetáculo.
Elabora as tarefas e rotinas do gabinete, segundo a orientação dos seus superiores. É responsabilizado e executa as funções de gestão sempre que lhe forem atribuídas e confiadas pelos seus superiores em determinados espetáculos.

Cabeleireira de cena: Executa os penteados, aplica as perucas, os bigodes, as barbas, etc. Também na ópera e na dança, clássica e contemporânea.

Chefe de audiovisuais: Gere os materiais afetos a esta área, bem como a equipa de audiovisuais.

Chefe eletricista: Responsável pela parte elétrica de cena e pela gestão da respectiva equipa.

Chefe maquinista e de montagem: Responsável pela montagem do cenário do espetáculo e gestão da respectiva equipa.

Contrarregra: Depende da direção de cena e é responsável pela aquisição, manutenção e utilização dos adereços que compõem o espectáculo, isto nos grandes teatros de ópera, ou em teatros nacionais. Em determinados teatros, os assistentes de direção de cena acabam também por executar estas funções.

Costureira de cena: Executante de guarda-roupa. Durante os espectáculos está no palco, de prevenção, para que possa resolver quaisquer anomalias com os figurinos. Também na ópera e na dança, clássica e contemporânea.

Diretor de cena: Responsável pelos ensaios e espetáculos, pode também acumular funções de assistente de encenação. Gere a componente técnica e artística, é a pessoa com mais responsabilidade depois de o espetáculo estrear; deve ser um supervisor, mantendo a qualidade artística e técnica do espetáculo até ao final da carreira do mesmo. Tem por obrigação certificar-se diariamente de que estão reunidas as condições para que se possa abrir a sala ao público e começar um espetáculo. Se houver necessidade de substituição ou reparação de materiais referentes ao espetáculo, deve disso informar a direção técnica.

Diretor de produção: Gestor do orçamento e responsável pelo cumprimento dos prazos estabelecidos faz ainda a contratação de todos os elementos (técnicos e artísticos), bem como a elaboração dos contratos em colaboração com o jurista do teatro. Gere os diferentes orçamentos em conjunto com as outras direções e faz a articulação entre elas. Assegura os contactos de venda dos espetáculos e respectiva digressão. Tem ainda a responsabilidade logística dos artistas e da equipa técnica, a marcação de viagens, carros, hotéis, refeições, etc.

Diretor técnico: Responsável por toda a área técnica coordena todos os sectores técnicos, a manutenção de equipamentos técnicos e de palco e a aquisição de novos equipamentos. É o coordenador da equipa técnica (iluminação, sonoplastia, guarda-roupa, serralharia, maquinistas, carpinteiros). Tem ainda a seu cargo a construção e a execução do projecto de maqueta, apresentado pelo cenógrafo. Acompanha toda a montagem do espectáculo até ao dia da estreia.

Maquiadora de cena: Executa a maquiagem decidida pelo encenador. Também na ópera e na dança, clássica e contemporânea.

Mestra de guarda-roupa :Responsável pela execução dos figurinos que foram criados pela(o) figurinista. Chefia a equipa de costureiras. Também existe na ópera e na dança, clássica e contemporânea.

Técnicos de luz: São os técnicos de luz que integram a equipa.

Técnicos de som e vídeo: São os técnicos de som e de audiovisuais que integram a equipa.

Zeladora de guarda-roupa: Ocupa-se da manutenção do guarda-roupa, lavagem, passagem a ferro, limpeza a seco, etc. Também na ópera e na dança, clássica e contemporânea.

PROFISSÕES COM FUNÇÕES ARTÍSTICAS

Atores: Intérpretes dramáticos.

Aderecista: Responsável pela concepção e execução dos adereços de cena (por exemplo, coroas, máscaras, bustos, flores, etc.).

Assistente de encenação: Apoia o encenador: No caso de assistente do encenador de uma ópera, deve ser entendido em música e ter a possibilidade de seguir uma partitura.

Bailarinos: Em regra, na ópera, são contratados para cada produção específica e consoante as necessidades do espetáculo.

Cantores: Intérpretes vocais.

Cenógrafo: Criador da cenografia.
Coreógrafo: Criador da coreografia.

Coro: Conjunto de interpretes vocais de suporte a uma ópera ou obra musical.

Diretor artístico: Responsável pela programação ou pela sua coordenação, caso se trate de uma instituição como o Centro Cultural de Belém ou a Culturgest, que programa todo o tipo e gênero de espetáculos (por exemplo, em que há quatro programadores: música clássica, dança, teatro e jazz).

Dramaturgista: Elemento que escreve e faz pesquisa sobre o tema do espetáculo. Contextualiza um texto histórico no tempo e no espaço, apresenta outras possíveis leituras para um determinado texto dramático, escreve e/ou seleciona textos de apoio para o programa do espetáculo, etc.

Dramaturgo: Elemento que escreve o texto dramático, vulgarmente chamado também de autor.

Encenador: Encena o espetáculo. Criador e responsável pela criação artística, é a pessoa com mais importância na pirâmide. A ele competem as decisões da escolha do elenco, dos outros criativos que em conjunto irão criar o espetáculo. É da sua responsabilidade a criação do espetáculo até ao ensaio geral, é ele quem marca a encenação, as entradas dos artistas em cena, as mudanças de cena, o intervalo, etc. Depois do ensaio geral, esta responsabilidade passa para o diretor de cena.

Ensaiadores: Ensaiam os bailarinos, individualmente ou por cenas, antes de se iniciarem os ensaios corridos no palco.

Figurantes: Estudantes de Canto, Teatro ou Dança e que fazem figuração e pequenos papéis. Os figurantes, regra geral, não cantam, falam ou dançam.

Figurinista: A pessoa que cria e concebe (por vezes em conjunto com a mestra de guarda-roupa) os figurinos do espetáculo.

lIuminador/luminotécnico/light designer: Criador da iluminação.

Maestro: Diretor musical, é ele quem estabelece as regras, tempos e o caráter musical da obra que se irá interpretar.

Maestro assistente: Assiste o maestro principal e substitui-o quando necessário.

Maestro do coro: Responsável pelo coro, é ele quem define e ensaia a obra musical que se irá interpretar.

Maestro ponto: Dá as entradas musicais aos cantores.

Mestres de bailado: São professores de dança mais qualificados.

Músicos: Podem pertencer a uma orquestra, conjunto ou atuar a solo. Interpretam instrumentalmente a obra musical.

 Pianista correpetidor: Ensaia os cantores ou que acompanha as aulas de dança e os ensaios, quando ainda não há orquestra.

Ponto: Está escondido, seguindo o texto e dando deixas aos atores no caso de eles se esquecerem de partes do texto, essencialmente. Apoia durante os ensaios a memorização do texto por parte dos atores.

Professores de canto: Professores que regularmente preparam, ao nível vocal, os cantores.

Solista: Interprete instrumental ou vocal de uma obra musical

Sonoplasta/sound designer: Criador da banda musical do espetáculo.

PROFISSÕES COM FUNÇÕES DE COMUNICAÇÃO E IMAGEM

Relações públicas: São os responsáveis pela imagem do teatro e têm a seu cargo os seguintes sectores: bilheteiras; frente de casa; bares; loja; e venda de programas e merchandising. Organizam as estreias, enviam os convites e recebem os convidados e o público em geral. É o departamento que organiza o protocolo quando há necessidade disso.

Técnicos de Marketing: Exercem as funções relacionadas com a publicidade aos espetáculos, por vezes estão encarregues dos patrocínios e mecenato, em colaboração com outros serviços para esta área que, eventualmente, existam no teatro, etc.

Assessores de imprensa: Exerce as relações de comunicação com o exterior, através da imprensa; trabalham com os jornalistas e com toda a comunicação social.

PROFISSÕES COM FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS

Diretor administrativo: Responsável máximo da instituição

Diretor financeiro: Gere o orçamento geral da instituição.

Departamento comercial: Responsável pelos patrocínios e mecenato para o teatro, aluguer das salas, etc.

Departamento de pessoal: Processa os ordenados e a gestão de pessoal.

Aprovisionamento: Compras e gestão de stocks de equipamentos diversos.


Expediente e arquivo: Correspondência e responsáveis pelo arquivador geral.






  

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

IMPRESSIONISMO

O impressionismo foi um movimento artístico (artes plásticas e música) que surgiu na França no final do século XIX. Este movimento é considerado o marco inicial da arte moderna, obras muito mais práticas do que teóricas, onde os artistas seguiam em seus procedimentos técnicos para obter os resultados que caracterizaram a pintura impressionista. O nome “impressionismo” deriva de uma obra de Monet chamada Impressão, nascer do Sol (1872).

Características do impressionismo nas artes plásticas:

- Ênfase nos temas da natureza, principalmente de paisagens;

- Uso de técnicas de pintura que valorização a ação da luz natural (A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol);As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens. 
• As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado. 
• Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim, um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos. 
• As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se óptica. 

A primeira vez que o público teve contato com a obra dos impressionistas foi numa exposição coletiva realizada em Paris, em abril de 1874. Mas o público e a crítica reagiram muito mal ao novo movimento, pois ainda se mantinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura. 

- Valorização da decomposição das cores;

- Pinceladas soltas buscando os movimentos da cena retratada;

- Uso de efeitos de sombras coloridas e luminosas.
Características do impressionismo na música:

- Composições que buscam retratar imagens;

- Títulos de peças que remetem a paisagens naturais;

- Melodias sensuais e etéreas.

Principais artistas impressionistas e suas obras:

- Claude Monet :
Estuário do Sena, Impressão, Nascer do Sol, Ponte sobre Hève na Vazante, Camille, O vestido verde, A floresta em Fontainebleu,  Mulheres no Jardim, Navio deixando o cais de Le Havre, O molhe de Le Havre.

- Edgar Degas: Retrato da família Bellelli, Cavalos de Corrida numa Paisagem, Cavalos de Corrida, Retrato de duas meninas, Paisagem, A banheira, A primeira bailarina.

- Pierre-Auguste Renoir: Mulher com sombrinha, O Camarote, Le Moulin de la Galette , Madame Georges Charpentier e suas filhas, Remadores em Chatou, Elizabeth e Alice de Anvers, A dança em Bougival, Mulher amamentando, As grandes banhistas, Menina com espigas, Menina jogando criquet, Ao piano, Odalisca, Retrato de Claude Renoir, Banhista enxugando a perna direita. 

- Édouard Manet: Os romanos, A decadência, O bebedor de absinto, Retrato do Sr. e Sra. Auguste Manet,  O homem morto,  A música na Tulheiras, Rapaz em costume espanhol, Almoço na relva, Olympia, A ninfa surpresa, A leitura, O tocador de pífano, A execução de Maximiliano,  Retrato de Émile Zola, Berthe Morisot de Chapéu Preto

Principais músicos impressionistas e suas obras principais:

- Claude Debussy: Prelúdio à Tarde de um Fauno, Estampes, Trois Images, La Mer, Sonata para Piano e Violino.

- Maurice Ravel: Jeux d'Eau, Bolero, Concerto para Piano em Sol Maior, Quateto de Cordas em Fá Maior, Rapsódia Espanhola.

Principais pintores impressionistas brasileiros:

- Eliseu Visconti: Mamoeiro, Dia de Sol, Na Alameda Teresópolis.

- Almeida Júnior: O Violeiro, Moça com livro, Arredores do Louvre, Fuga para o Egito, O descanso do modelo, Leitura, A Partida da Monção.

- Henrique Cavalleiro: A parisiense, Jardim de Luxemburgo e Nu.

- Vicente do Rego Monteiro: Vaso de Flores, Wilma, Dida, Mulher Sentada, Mulher com bola vermelha.
fonte:http://www.suapesquisa.com/artesliteratura/impressionismo.htm
http://www.historiadaarte.com.br/linha/impressionismo.html

Expressionismo

O expressionismo foi um movimento artístico que surgiu no final do século XIX e início do século XX, na Alemanha, como uma reação à objetividade do impressionismo, apresentando características que ressaltavam a subjetividade.
A noção, empregada pela primeira vez em 1911 na revista Der Sturm [A Tempestade], mais importante órgão do movimento, marca oposição ao impressionismo francês.
A pintura expressionista busca a manifestação do mundo interior através das feições, é a materialização do sentimento do artista a respeito de algo vivenciado, sem a preocupação em embelezar a imagem.
A visão expressionista encontra suas fontes na defesa à expressão do irracional, dos impulsos e das paixões individuais. No expressionismo não há uma preocupação em relação à objetividade da expressão, mas sim com a exteriorização da reflexão individual e subjetiva dos artistas. Em outras palavras, não se pretende, simplesmente, absorver o mundo e reproduzi-lo, mas sim, recriá-lo. Entre suas características, podemos citar: o distanciamento da figuratividade, o uso de traços e cores fortes, a imitação das artes primitivas, etc.
Tal movimento desenvolveu-se grandemente especificamente no período após a Primeira Guerra Mundial, sendo um importante instrumento para a realização de denúncias sociais, especialmente em um momento que, politicamente, os valores humanos eram o que menos importava. Na América Latina, o movimento manifestou-se como uma via de protesto político.
Suas origens são os desdobramentos do pós-impressionismo, principalmente através de Vincent Van Gogh, Edvard Munch e Paul Klee.
As pinturas de Van Gogh foram precursoras deste movimento de expressão nítida da visão do artista ao perceber uma realidade. A exteriorização de sua reflexão refletida no seu modo peculiar do uso das cores foi fonte de inspirações para os pintores expressionistas alemães e austríacos, e até mesmo aos artistas do século XX, como Jackson Pollock. 
Outro artista precursor do Expressionismo que deixou um marco através de sua obra “O grito” é Edvard Munch. Neste quadro vemos a expressão de medo, de dor, de angústia em relação ao conturbado final do século XIX em junção com sua própria vida. 
O declínio desta estética, mais fundamentada na pintura, ocorre a partir de 1933 com a ascensão de Hitler na Alemanha. Desde então, a arte passa a seguir a tendência da “arte pura” em paralelo com a ideologia da busca da “raça pura” instituída por Hitler ao povo germânico. 
A autora Anita Malfatti, em 1912, foi à Alemanha, onde teve contato com o Expressionismo alemão, o qual influenciou as obras da artista. Em 1917, após duas exposições, Anita gera diversos rebuliços na arte, os quais culminam na mostra de arte moderna, a qual deu início ao movimento modernista em 1922. Além dela, Lasar Segall e Osvaldo Goeldi foram influenciados.

Fontes:
http://www.mundoeducacao.com/literatura/expressionismo.htm
http://www.brasilescola.com/artes/expressionismo.htm

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Histórico- Origem das festas juninas

Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina,  esse nome para homenagear João Batista, primo de Jesus, que, segundo as escrituras bíblicas, gostava de batizar as pessoas, purificando-as para a vinda de Jesus.
De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).
Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.  
Mas o surgimento dessas festas foi no período pré-gregoriano, como uma festa pagã em comemoração à grande fertilidade da terra, às boas colheitas, na época em que denominaram de solstício de verão. Essas comemorações também aconteciam no dia 24 de junho, para nós, dia de São João.
Assim, passou a ser uma comemoração da igreja católica, onde homenageiam três santos: no dia 13 a festa é para Santo Antônio; no dia 24, para São João; e no dia 29, para São Pedro.
Os negros e os índios que viviam no Brasil não tiveram dificuldade em se adaptar às festas juninas, pois são muito parecidas com as de suas culturas.
Aos poucos, as festas juninas foram sendo difundidas em todo o território do Brasil, mas foi no Nordeste que se enraizou, tornando-se forte na nossa cultura. Nessa região, as comemorações são bem acirradas – duram um mês, e são realizados vários concursos para eleger os melhores grupos que dançam a quadrilha. Além disso, proporcionam uma grande movimentação de turistas em seus Estados, aumentando as rendas da região.
Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.
Com o passar dos anos, as festas juninas ganharam outros símbolos característicos. Como é realizada num mês mais frio, enormes fogueiras passaram a ser acesas para que as pessoas se aquecessem em seu redor. Várias brincadeiras entraram para a festa, como o pau de sebo, o correio elegante, os fogos de artifício, o casamento na roça, entre outros, com o intuito de animar ainda mais a festividade.
>As comidas típicas dessa festa tornaram-se presentes em razão das boas colheitas na safra de milho. Com esse cereal são desenvolvidas várias receitas, como bolos, caldos, pamonhas, bolinhos fritos, curau, pipoca, milho cozido, canjica, dentre outros. Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais. 

Fontes:
http://www.brasilescola.com/detalhes-festa-junina/origem-festa-junina.htm

http://www.suapesquisa.com/musicacultura/historia_festa_junina.htm